Cicloviagem para a Lagoa do Casamento

Depois de umas duas ou três pedaladas vergonhosas – urbanas, com objetivos meramente logísticos – que não renderiam sequer uma história ruim para contar (mas pelo menos tiraram o pó do meu quadro e inauguraram o ano 2014), finalmente a Guiga me tirou da garagem para uma curta cicloviagem regada a sangue, animais peçonhentos, ameaças mortais, costelas de vaca e areia fofa. Fugindo do carnaval tradicional, fui acampar com minha nova amiga Nautilus, seu dono Butina e a Guiga, na Lagoa do Casamento.

Curtindo o carnaval 2014

Curtindo o carnaval 2014

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Bandana ou óculos. Duas opções. Uma escolha.

Depois de meses me usando como principal e quase único meio de transporte, a Guiga começou a fazer algumas experiências. Sempre pedalou de óculos, com medo de ter as lentes de contato danificadas pelas partículas sólidas soltas no ar. Um belo dia, resolveu usar uma bandana para cobrir o rosto e proteger também o nariz e a boca dessas partículas sólidas. Porém, eis que surge um dilema: decidir pelo óculos ou pela bandana.

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Vestígios da balada da noite

Hoje, ao ver uma árvore caída na Av. Nilo Peçanha e estilhaços de automóvel ao redor, a Guiga começou a pedalar mais devagar. Imagino que ela tenha passado o trajeto inteiro refletindo sobre esses estilhaços, com medo de que um dia eu me transforme em estilhaços também. O medo é justificado, pois estilhaços de carro vêm sendo muito frequentes ultimamente. No mínimo uma vez por dia nós passamos por algum novo local onde tenha ocorrido acidente com automóvel. Continuar lendo