A noite triste

Teve uma noite dessas que a gente voltou muito triste pra casa. Depois de rolar no tatame do Porão, a Guiga me pegou e fizemos o caminho normal. Tem um retorno nesse caminho. Quando já estávamos do outro lado da rua, passou uma cachorrinha mancando. Eram 22:30 e não havia tanto movimento assim – até porque, nessa época do ano, os porto-alegrenses tiram férias e vão para o litoral. Continuar lendo

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Rotina de bike

Até que, um belo dia, a Guiga resolveu me incluir na rotina de academia dela. Decidiu ir pedalando para a academia, ao invés de ir a pé. Ela treina jiu-jitsu no Porão da Luta, o porão mais pauleira da cidade, que fica também num ponto alto de Porto Alegre (“rótula” da Carlos Gomes – hoje em dia é um viaduto). Continuar lendo

Primeiros passos

No dia em que os caras da Rodociclo terminaram a minha montagem, a Guiga foi de ônibus me buscar. Teve aquele momento lindo em que a pessoa fica encantada com o que vê, pois até então a bicicleta é apenas um punhado de peças separadas. Nesse dia a Gui ainda comprou umas coisas que estavam faltando: o descanso (pezinho) e a caramanhola. Continuar lendo

Ganhei vida

E parece que entrei numa família legal. Eles nunca cansam de fazer o que quer que seja e, sempre que podem, estão juntos. Falo da Priscila (Guiga) e do skate dela, que não tem nome. Eu fui batizada logo de cara, a Guiga olhou pra mim e no dia seguinte já veio com essa história de me chamar de Valentina.

Ao que tudo indica, eu nasci para levar longe essa criatura de metro e meio. A Guiga há anos vem tramando o plano de viajar pelo Brasil sem destino e sem data para voltar – de bicicleta, claro. Mas pra isso ela teve que trabalhar, trabalhar e trabalhar até conseguir dar vida àquele skate sem nome e, agora, a mim. E ela vai ter que trabalhar muito, ainda, para poder viajar comigo do jeito que ela quer.

Enquanto a gente não pega a estrada, resolvi criar esse blog-diário. Tenho apenas alguns dias de vida e, nos meus 83 km rodados, já passei por poucas e boas.